Crônica dos Amigos do Ginásio de Esportes, relata os 34 participantes da festa em Sorocaba












Fomos os primeiros a chegar às 10 h, Vanderlei Testa, Rubens Fusco e Nei Mathiazzi. Abrimos a porteira, invadimos o espaço e fizemos o Leu sair da toca. “Abraços e sejam bem vindos em casa”, dizia o garotão Leu, com sua acolhida cristã. 

E às 11 h os carros foram chegando. A esposa Dagmar, do César Gomes, dirigindo o carro, estacionou na frente da porta do salão de festas. O César foi abrindo o porta malas e os sacos de pães quentinhos levados pra cozinha. O panelão com feijão e bacon veio junto. Enquanto isso, o Jefferson Gomes foi abraçando quem via pela frente. Amigos de longa data, há mais de 60 anos. Em vários carros ao mesmo tempo, enfileirados, buscavam um lugar na sombra pra estacionar. Vi a filha Bruna do Marcos Bornia atuando de pilota no carro do pai, lotado de convidados. De São Paulo, o carrão BMW do Joaquim “Quincas”, apelido dado por sua avó Rosália,  brilhou no sol com ele e o Pádua, amigos da minha infância na rua dos Morros que vieram a Sorocaba para animar o evento. O violão do Ivan,  da Fiat, desceu junto com o seu irmão José  Carlos. A garantia do som musical na festa estava na dupla de amigos da nossa juventude. Três Ivan na celebração confundiam na hora do “ Ivan venha aqui”. 

O Paulo Coelho sorridente juntou-se ao grupo na cozinha, bebericando a caipirinha que o Leu preparava. Ainda faltava o churrasqueiro que chegou atrasado pra botar fogo e assar a carne,  porque ficou parado na portaria do condomínio, com filas de carros. 

Edgard Steffen Junior com o celular na mão foi sendo cumprimentado. Ivan Vecina sendo acolhido, com Ivan Paris, empolgado ao lado do menino da lavanderia Noriake, hoje adulto e da idade de todos, que mesmo morando na Tailândia foi  um dos presentes na turma. Uma simpatia de amigo, Wilson Bidu, com o seu jeitão animado ao lado do Jorjão Martinez proseou com o pessoal sobre os tempos de garoto jogando futebol. Daniel Perdiga, da rua Nogueira Padilha, um animado atleta do ginásio de esportes na época da Heleninha, reviveu com a sua simpatia na mesa de comes e bebes, compartilhada por amigos de infância, onde eu estava. 

Paulo Hannickel foi um dos amigos que logo me abraçou contando uma surpresa. Ele disse que morava no mesmo condomínio que o meu e sua casa era na mesma calçada da minha casa. Tão perto  e não nos conhecíamos até aquele momento. Na conversa e nas lembranças a alegria desse feliz encontro de vizinhos.

Márcio Bornia, uma figura incrível, acolhedor e um dos organizadores, conversava com todos animadamente. Gabriel Merehe com os seus óculos escuros e suspensórios, dava o ar da sua sabedoria, animando com as suas palavras cada um dos participantes desse memorável encontro. Nicolau, o amigo do café da nossa infância, foi como o Moisés bíblico, abriu caminhos para revivermos a história da turma. Tadeu Kerche chegou como no túnel do tempo, contando da nossa amizade na rua Santa Maria. Sempre rodeado de amigos, Tadeu era um ponto de referencia nas lembranças. Evaldo com os seus cabelos brancos juntava-se na alegria brindada com o chopinho geladinho. 

Dorinha, um símbolo do esporte em Sorocaba, como jornalista, é a história viva das amizades no ginásio de esportes e no São Bento, jogos de várzea e nas escolinhas de basquete. Dorinha estava animado na festa e, eu, fui um dos que aproveitou relembrar com ele os episódios do São Bento. Aristides Moraes com o seu bigodão inconfundível, fez das prosas, as reminiscências do passado em que éramos jovens moradores do Além Ponte. Já o Carlão, foi aglutinador de amigos, com o seu jeitão animado. O outro Carlão, pescador, sorriso largo mostrando que sabe viver com a natureza, como na foto que ilustra o seu perfil, pescou saudades dos tempos da vila Hortência.

Marcos Bornia , foi abraçando e revivendo as amizades, sempre alegre. Família Calado, Hélio e cia, arrasou na presença e na participação. Muita energia no

grupo. Falando em energia o Fran perdeu o celular. Ele se divertiu tanto que esqueceu de o levar embora. E o Salvador Mor, mesmo chegando de Portugal e Espanha, foi prestigiar o encontro no final  da tarde, acolhido pelo Marcos Bornia no salão. 

Beto Castilho foi um que reviveu os anos da sua presença com os amigos do grupo, relembrando fatos da história do ginásio. Aguinaldo Vizzon, também esteve animado e motivando o pessoal no delicioso churrasco. O Carlão sobrado, é uma figura humana integrada na família dos “minhoquinhas”, com as suas lembranças da rua Rui Barbosa e do Além Ponte. Carlos Queiros  e Cláudio Castilho, prosearam muito em horas de animação com chopinhos e aperitivos preparados por Leuvijildo e comissão. Clovis Martins e Evaldo Calado, não ficaram calados e conversaram com todos. Os participantes que foram chegando na festa, como o Ivan Castilho e o Hélio Callado e o Leoncio Gonçalves, que estava com o crachá pronto na mesa. 

Com um discurso repleto de emoções saudando os amigos,  Leuvijildo Gonzales dedicou esse dia ao seu  filho falecido de COVID e foi aplaudido por sua generosidade. Ivan Costa cantou “Romaria” e tudo seguiu com amor fraterno até a última despedida dessa tarde de sábado. E como o próprio nome do local diz a Chácara Presente Deus, foi um presente de Deus aos 34 amigos que prestigiaram. E como os meus 76 anos já trazem esquecimentos, eu peço desculpas se esqueci do nome de algum amigo. E, ao Léu por ter esquecido de servir a sobremesa sorvete. 




















 





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